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  • Advocacia Manhães de Almeida

De tudo, um pouco: São Paulo - parte 2.

Conhecendo São Paulo voltou! Agora, te apresentamos mais 5 lugares da capital que valem a pena ser visitados. Vamos? Aeroporto de Congonhas O Aeroporto de Congonhas veio antes das avenidas, do trânsito e dos bairros ao seu redor. Inaugurado em 12 de abril de 1936 à beira da antiga Auto Estrada Santo Amaro onde hoje fica a atual Av. Washington Luiz, era localizado em uma região rural com pouquíssimas construções. Segundo dados, a sua primeira pista apresentava 300 metros de comprimento. Inicialmente, o seu projeto previa a criação de 4 pistas. O aeroporto pertencia à "Companhia Auto-Estradas”, antiga construtora que ajudou no desenvolvimento de diversos pontos em São Paulo. Depois que foi adquirido pelo governo estadual, passou a ser chamado de “Aeroporto de São Paulo”. Ao longo de sua história, o aeroporto recebeu inúmeras reformas e melhorias, como a instalação de torre de controle, terminal de passageiros, um prédio para autoridades e ampliação da pista principal. Em 1950, foi considerado um dos maiores terminais de cargas do mundo. Já em 1957, ficou em 3° lugar em movimentações de carga em aviões, ficando atrás somente dos aeroportos de Londres e Paris. No ano de 1955, foi inaugurado o prédio clássico de Congonhas, em estilo “art déco”, em que o arquiteto Hernani do Val Penteado e seu assistente Raymond Alberto Jehlen foram os responsáveis pela sua construção. Mais tarde, em 1970 e 1980, mais reformas foram feitas para expandir os terminais de passageiros. Sendo um dos mais badalados pontos de São Paulo em 1950, Congonhas possuía um salão principal e uma série de estabelecimentos comerciais - empresas, rádios internacionais e estações de telégrafos. No último andar do prédio, localizava-se o salão de festas, espaço utilizado para shows pelas maiores estrelas da música daquele tempo. Com a inauguração de um novo aeroporto, os voos domésticos e internacionais que operavam em Congonhas foram transferidos a Guarulhos. Assim, ele passou a operar apenas em rotas regionais, o que era pouco para a sua capacidade. Alguns incidentes também fizeram com que o terminal fosse visto com “maus olhos”, como a queda de alguns aviões em seus arredores. No entanto, nos anos de 2006 e 2014, Congonhas alcançou recordes de milhões de passageiros. Hoje, ele opera das 06h às 23h, pois os moradores ao seu redor reclamaram do barulho causado durante a madrugada e, assim, o Departamento de Aviação Civil (DAC) instituiu essa regra. A qualidade arquitetônica e a relevância histórica do Aeroporto de Congonhas encontram-se reconhecidas e bem descritas no processo de tombamento que resultou na edição da res. 20/CONPRESP/2011. Passaram a ser protegidos, a partir da mencionada resolução de tombamento, o Pavilhão das Autoridades, o terminal de embarque e desembarque de passageiros e a estrutura de metal em arco triparticulado do hangar. Além disso, o conselho também estabeleceu área envoltória interna e externa ao aeroporto.

Interessante notar que, em relação ao Pavilhão das Autoridades, também foram tombados alguns itens de decoração, como um conjunto de espelhos decorados do Salão Nobre de autoria do arquiteto francês Jacques Monet, um painel de autoria atribuída a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, entre outros.

Mooca Considerado um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, essa região, localizada na zona leste, é tida como um distrito de classe média alta. Um fato curioso é que grande parte dos seus primeiros moradores era composta de imigrantes italianos - isso explica as suas características históricas. Além disso, segundo o governo da cidade, esse é um dos lugares mais seguros da capital. Constituída por 4 bairros - Vila Hipódromo, Mooca, Alto da Mooca e Parque da Mooca -, seu desenvolvimento foi iniciado 2 anos após o surgimento de São Paulo. A sua nomenclatura é uma palavra indígena (moo-oca), que significa “lugar de fazer casa”. Conforme alguns historiadores, esse é um dos locais que teve maior concentração dos povos originários da cidade e até mesmo do Brasil. Em 1867, a Câmara Municipal de São Paulo passou a doar terrenos para a construção da Mooca. Sem dúvidas, a criação do Jockey Club foi um dos pilares importantes em seu desenvolvimento. Neste mesmo ano, Rafael Paes de Barros, um senhor influente na época e possuidor de muitas riquezas, criou um local destinado à corrida de cavalos. Apesar de estar em um período crescente, a Mooca apresentava meios de transportes pouco modernos. Foi então que a estrada de ferro inglesa - São Paulo Railway - mudou esse cenário. No entanto, as más fases também chegaram ao bairro e, em 1924, com o início da Revolução, muitas famílias mudaram-se para outras regiões. Para se ter uma ideia da sua importância, em 2004, os famosos “Galpões da Mooca" foram tombados, pois estes apresentam valor ao crescimento do bairro e de São Paulo. Alguns dos bens tombados: Atingas Officinas da Sociedade Anonima Csa Vanorden; Antigo conjunto Grandes Moinhos Minetti Gamba; Antigo conjunto de galpões e armazéns R. Borges de Figueiredo; Antigo conjunto de depósitos para café; Antigo conjunto Sociedade Técnica Bremensis e Schmidt Trost; Conjunto de armazéns da antiga São Paulo Railway. Após a Revolução de 24, em 1925, iniciava-se o seu processo de urbanização. Com as ruas asfaltadas, a Mooca foi a segunda a ser presenteada com o bonde “camarão”. Assim, com os avanços que vinham acontecendo, a região começou a ser abrigada por clubes e residências nobres. Atualmente, cerca de 63 mil habitantes compõem o bairro que, com o passar dos anos, não perdeu suas características. Ipiranga Engana-se quem acredita que a história do Ipiranga iniciou-se após a Proclamação da Independência do Brasil, em 7 de setembro, no ano de 1822, às margens do rio Ipiranga. Os seus primeiros registros datam de 1510. Nesse período, após um naufrágio, um explorador português chamado João Ramalho passou a viver com os índios Guaianazes - seus primeiros habitantes. Em 1580, a região abrigava cerca de 1,5 mil moradores, sendo a maioria branca. Por estar inserido próximo ao caminho do mar, o comércio começou a surgir no bairro e, com isso, veio o seu processo de industrialização. Uma das relíquias do Ipiranga é o Museu Paulista - chamado também de “Museu do Ipiranga” -, fundado em 1895. Segundo a prefeitura, não existe uma tradução exata do nome da região, sendo a mais aceita como “rio vermelho”, devido às águas do Riacho Ipiranga. A região teve a instalação da estrada de ferro Santos-Jundiaí, em 1867, possibilitando a criação de muitas fábricas - em 1905, existiam 9, que empregavam mais de 7 mil pessoas. Já em 1907, com a chegada do bonde elétrico, e em 1940 e 1950, com a criação de duas pistas na rodovia Anchieta, a fase de industrialização tornou-se ainda mais evidente. Hoje, além do Museu de São Paulo, o bairro tem o Museu de Zoologia da USP, o Aquário de São Paulo e a sorveteria Damp - criada por brasileiros e italianos - que atraem inúmeros visitantes ao Ipiranga. O CONPRESP, por meio da res. 11/CONPRESP/2007, tombou o Parque da Independência e os diversos casarões da Família Jafet, deixados pelo Conde José Vicente de Azevedo, um milionário visionário que, no começo do século passado, tinha entre seus bens 45 alqueires de terras na região.


Estação de trem - Luz


A Estação da Luz é uma das principais estações ferroviárias de São Paulo. De acordo com a SPTrans, cerca de 450 mil pessoas circulam por ela diariamente. Construída em 1867, foi a primeira estação ferroviária da São Paulo Railway, que ligava o porto de Santos a Jundiaí.


Criada para exportar mercadorias provenientes do café, 10 anos após a sua criação, houve a necessidade de ampliá-la, pois não comportava mais o número de passageiros e cargas. Com isso, surgiu o projeto para expansão da área - que seria de 7.500 m² - de autoria de engenheiros ingleses e com materiais importados da Inglaterra.


As obras duraram 5 anos. Após esse período, em 1901, foi inaugurada, sendo formada por 2 grandes plataformas ligadas a 3 passadiços de ferro. Em 1946, decorrente de um incêndio, foi preciso introduzir mais um pavimento em uma das alas do edifício em que está inserida.


Além da estrutura exuberante, o residencial que abriga a estação passou a ter o Museu da Língua, inaugurado em 20 de março de 2006. Infelizmente, no ano de 2015, houve um incêndio no local que, por sua vez, destruiu boa parte do museu, além de ter matado um funcionário. Já em 2019, foi iniciado o seu processo de restauração, em que previa algumas alterações internas, principalmente de segurança. Também foram ajustadas fachadas, esquadrias e construído um novo telhado com madeira certificada da Amazônia.


A estação é tombada pelo IPHAN (processo de tombamento 0944-T-76), CONDEPHAAT (res. 25, de 05/05/1982) e CONPRESP (res. 05/91).


Estação de trem - Júlio Prestes


Construída entre 1926 e 1938, a Estação Júlio Prestes é um dos pontos turísticos de São Paulo. Inspirada nas estações norte-americanas, na década de 90, foi restaurada e passou a abrigar a Sala São Paulo, uma das maiores salas de concertos da América Latina e sede oficial da Orquestra Sinfônica do Estado.


O local recebeu uma galeria de arte e mais de 40 quadros fazem parte do seu acervo. Suspensas por cabos de aço e espalhadas ao longo dos seus 245 metros, as telas podem ser vistas de qualquer lugar da estação. Além da Sala São Paulo, o espaço tem outras 9 salas com paredes acústicas para ensaio, biblioteca de partituras e estúdios de gravação, que compõem o Complexo Cultural Júlio Prestes.


O CONDEPHAAT (res. SC 27 de 808/07/199) e o CONPRESP (res. 06/21) tombaram a estação, pois esta apresenta um conjunto arquitetônico referencial à área central da cidade e, portanto, é um elemento de grande valor cultural.


Fontes:

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